Menina jogando rugby? – Girls are playing Rugby in Brazil!

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Brasil, o país do… RUGBY!

por Letícia Bahia

A gente já escreveu aqui no blog sobre a rainha Marta, e você está cansada de ouvir dizer que o Brasil é o país do futebol. Mas essa semana foi a vez de o Girl Up entrar em campo pra jogar… rugby!

O esporte é forte na Inglaterra, país onde nasceu, e carrega uma série de valores que combinam com feminismo. No rugby, a equipe vem antes do indivíduo, e a camaradagem alcança inclusive o time adversário. É comum que depois dos dois tempos oficiais de uma partida os jogadores dos dois times se reúnam no chamado “terceiro tempo” pra discutirem juntos as jogadas e estratégias que mais se destacaram.

Em 2012, o Conselho Britânico lançou no Brasil o projeto Try Rugby, uma iniciativa internacional pioneira, realizada em parceira com Premiership Rugby (uma das ligas mais importantes do mundo). O projeto traz técnicos britânicos da Premiership Rugby para atuar em escolas e comunidades no Brasil, treinando atletas amadores e capacitando futuros técnicos.

Foi a partir de um convite do Conselho Britânico que eu fui parar em um treino de rugby feminino, para conhecer as garotas que estão se aventurando nesse esporte truculento e convidá-las a fazer parte do Girl Up.  

Mas péra: menina jogando rugby?

Jogando e arrasando! O espírito de equipe e apoio mútuo impressiona. Mesmo sem ter a menor noção das regras, fui incrivelmente bem recebida. Existe uma preocupação muito forte em popularizar o esporte no Brasil, em atrair financiamento, conquistar quadras melhores, conseguir equipamento e prestígio. Isso se reflete em portas escancaradas para novatas e uma disponibilidade incrível das meninas mais experientes em ensinar – parece que estamos falando de um Clube Girl Up, é ou não é?

Foi esse espírito que levou a Letícia Moura, uma das jogadoras mais experientes ali, a dar uma chuteira de presente para uma colega. Letícia conta que a chuteira veio da Inglaterra, mas estava apertando seu pé. A primeira ideia era vender pra conseguir comprar um novo par, mas as chuteiras acabaram tendo um destino muito mais nobre como presente pra outra jogadora.

“Ela tem potencial pra caramba! Pensei, ‘vou fazer ela se sentir especial’, é muito importante você saber que tem alguém com quem contar, sabe? Ela está começando, quero que ela chegue em um nível ainda melhor que eu, eu quero ser um exemplo pra ela”.

E com certeza é, Letícia, pra ela e pra muitas outras meninas!

Brazil, the country of … RUGBY!

by Letícia Bahia

We’ve already published a post here about Marta, the queen of soccer, and you’re all tired of hearing that Brazil is the country of football. But this week Girl Up Brazil went to field to play… rugby!

The sport is strong in England, where it was born, and carries a number of values ​​that go along just fine feminism. In rugby, the team comes before the individual, and camaraderie reaches even the opposing team. It is common that after the two official times of a match the players of the two teams meet in the so-called “third time” to discuss together the plays and strategies that stood out the most.

In 2012, the British Council Brazil launched the Try Rugby project in the country, a pioneering international initiative carried out in partnership with Premiership Rugby (one of the most important leagues in the world). The project brings British Premiership Rugby coaches to work in schools and outskirts communities in Brazil, training amateur athletes and future coaches.

The invitation for me to play rugby came from the British Council. I would go to the field to play at the girls’ training to get to know Try Rugby, meet the girls who are venturing into this truculent sport and invite them to be part of Girl Up.

But wait: you’re talking about girls playing rugby?

Playing and rockin’! The team spirit and mutual support is quite impressive. Even without the slightest notion of the rules, I was incredibly welcomed. There is a strong concern about popularizing rugby in Brazil, attracting funding, conquering better fields, obtaining equipment and prestige. This translates in wide open doors for begginers and in an incredible availability of girls in teaching – it does sound like a Girl Up Club, doesn’t it?

It was this spirit that led Leticia Moura, one of the most experienced players there, to give a colleague a gift. Leticia says the pair of Adidas boots came all the way from England – but they were squeezing her feet. At first she thought about selling them and use the money buy new ones, but the boots ended up having a much more noble fate:

“This girl has amazing potential”, says Leticia, “I’m wanna make her feel special. I find it very important that you know that you have someone to count on, you know? She’s just starting, I want her to reach an even better level than mine. I want to be an example for her.”

And you sure are, Leticia, for her and for many other girls!

Girl Up Impact Report 2018